Membro do comitê teológico-pastoral da SBCC é ordenado bispo da diocese de Rubiataba-Mozarlândia, em Goiás

No dia 06 de dezembro de 2020, Monsenhor Francisco Agamenilton Damascena, membro do comitê teológico-pastoral da Sociedade Brasileira dos Cientistas Católicos (SBCC), foi ordenado bispo para a diocese de Rubiataba-Mozarlândia, em Goiás. Sua nomeação foi feita pelo papa Francisco, no dia 23 de setembro deste ano. Na cerimônia ocorrida no último domingo, estavam presentes o bispo ordenante, dom José Silva Chaves, bispo emérito da diocese de Uruaçu e os co-ordenantes, dom Messias dos Reis Silveira, bispo diocesano de Teófilo Otoni (Mg) e dom Adair José Guimarães, bispo diocesano de Formosa (Go).

Confira um pouco mais sobre Dom Francisco Agamenilton na breve entrevista concedida à SBCC.

Monsenhor, como foi receber a notícia da nomeação?

Recebi esta notícia, por meio do oficial da Nunciatura Apostólica, no dia 08 de setembro, festa da natividade de Nossa Senhora. Era quase meio-dia, hora do Angelus. Estas circunstâncias foram sinais divinos para mim. Era Deus que me chamava a uma nova missão. Correspondia a mim a livre resposta de fé. Fiquei muito emocionado, o coração parecia sair pela boca. É a experiência de ser envolvido pelo mistério divino. Dialoguei com Deus, meditei e, no dia seguinte, dei a resposta positiva ao Papa Francisco, vigário de Cristo.

O que significa esse título nos trabalhos pastorais?

Após a publicação da nomeação, dia 23 de setembro, recebi centenas de mensagens. Entre elas uma dizia o seguinte: lembre-se: não é promoção, é serviço. É exatamente este o significado deste título. O episcopado é um ministério na Igreja. Isto quer dizer serviço ao Povo de Deus. Por ser o grau mais elevado do sacramento da Ordem, quem o tem deve ser o último e servo de todos. Este serviço se expressa principalmente no distribuir o Pão da Palavra e o Pão Eucarístico às pessoas e ajudá-las a viver como irmãos filhos de Deus.

Qual a sua visão sobre a sua missão hoje na Igreja?

Sou consciente dos desafiadores tempos pelos quais passamos. Há crises em vários setores da sociedade, portanto, também na Igreja. Aliás, crise sempre tivemos com graus de complexidade variados. Tenho presente que em tempo de crise, semelhante a de hoje, não se colhe, planta-se para o irmão. Sendo assim, neste primeiro momento de minha vida compreendo que minha missão é de semear esperança e ajudar a Igreja para que ela continue prestando o serviço de sempre às pessoas, nesta nova época na qual já entramos. Outra importante tarefa é ajudar as pessoas a discernirem os caminhos que levam à vida e à morte. Há muita confusão no mundo. Jesus Cristo pode ajudar a dissipar este estado mental ressoado existencialmente, pois ele é o Caminho, a Verdade e a Vida. A minha e a nossa missão de batizados é anunciá-lo.

Como percebe sua missão junto à SBCC?

Eu componho o comitê teológico-pastoral da SBCC. Na condição de bispo, poderei ajudar ainda mais os cientistas católicos a viverem sua vocação cristã. Com eles, poderei contribuir com os outros irmãos bispos, e também ser auxiliado, a compreender o universo científico em suas implicações na vida das pessoas.

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